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CANCRO DO PULMÃO (Portugal) / CÂNCER DE PULMÃO (Brasil) – Mesotelioma


O cancro do pulmão é a causa mais frequente de morte por cancro, tanto em homens como em mulheres. A detecção precoce é difícil pela sua frequente associação a outras doenças que simulam os sintomas da neoplasia.

O diagnóstico de cancro do pulmão, levanta muitas questões, para as quais é necessário haver respostas, claras e perceptíveis.

A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro do pulmão é, inquestionavelmente, necessária; cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento.

OS PULMÕES

Os pulmões, um par de órgãos esponjosos, em forma de cone, fazem parte do sistema respiratório. O pulmão direito tem três secções, chamados lobos; é um pouco maior que o pulmão esquerdo, que só tem dois lobos. Quando inspiramos, os pulmões transportam para dentro o oxigénio, de que as nossas células necessitam para viver e para desempenhar as suas funções normais. Quando expiramos, os pulmões eliminam o dióxido de carbono, que é um produto do "desperdício" das células do nosso organismo.

PERCEBER O CANCRO DO PULMÃO

Os tumores que têm início no pulmão, dividem-se em dois grupos principais: cancro do pulmão de não-pequenas células e cancro do pulmão de pequenas células, dependendo de qual o aspecto das células envolvidas, quando observadas ao microscópio. Estes dois tipos de cancro do pulmão, crescem e metastizam de formas diferentes, ou seja, têm um comportamento distinto e, como tal, são também tratados de forma diferente.

O cancro do pulmão de não-pequenas células, é mais comum que o cancro do pulmão de pequenas células e, geralmente, cresce e metastiza mais lentamente, ou seja, tem um comportamento menos agressivo. Existem três sub-tipos de cancro do pulmão de não-pequenas células; a sua designação provém do tipo de células onde o tumor se desenvolve: carcinoma de células escamosas (também chamado carcinoma epidermóide), adenocarcinoma e cancro pulmonar de grandes células.

O cancro do pulmão de pequenas células, por vezes chamado de cancro das células em "grão de aveia", é menos comum que o cancro do pulmão de não-pequenas células. Este tipo de tumor cresce mais rapidamente, e é mais provável que metastize para outros órgãos.

 

O que é o Cancro do Pulmão?

O cancro do pulmão é uma doença maligna resultante da proliferação descontrolada de células do revestimento epitelial da mucosa dos brônquios e alvéolos pulmonares.

O cancro surge quando uma ou mais células dos pulmões se descontrolam, persistem desordenadas e se dividem de forma repetida descontroladamente. Esta multiplicação celular anormal origina o cancro. Continuando a multiplicar-se de forma desordenada, este bloco de células pode depois invadir e alterar outros órgãos. O cancro estende-se ou metastiza-se para outras partes do corpo, onde novos tumores se vão desenvolvendo. No cancro do pulmão, a proliferação anormal é inicialmente pulmonar. Com o tempo, algumas dessas células podem chegar aos nódulos linfáticos, enquanto outras, através do sangue se espalham para outros órgãos nomeadamente o fígado, os ossos e o cérebro.

 

Tipos do Cancro do pulmão

 

Há diferenças importantes entre o cancro que começou no pulmão (primário) e o cancro do pulmão que se espalhou a esse órgão vindo de outra parte do corpo (secundário). Podemos, então, classificar este tipo de cancro da seguinte forma:

 

Mesotelioma: é um tipo raro de cancro do pulmão que afecta a cobertura deste órgão (a pleura). É, na maior parte das vezes, causado por uma exposição prolongada ao amianto.

Cancro primário: existem diversos tipos de cancros primários que estão divididos em duas categorias:

Cancro do pulmão em células pequenas: é um tipo de cancro primário que afecta 20 em cada 100 casos de cancro do pulmão e que apresenta um crescimento muito rápido. Possui este nome porque as células cancerosas são de dimensões reduzidas, sendo maioritariamente, constituídas pelo núcleo. Este tipo de cancro é, geralmente, causado pelo consumo de tabaco e é muito raro que alguém que nunca tenha fumado desenvolva este tipo de cancro.

Cancro do pulmão em células não-pequenas: existem 3 sub-tipos dentro deste tipo de cancro. Estes três sub-tipos estão agrupados uma vez que as células se comportam de modo semelhante e porque respondem aos tratamentos de maneira diferente à das células do tipo anterior. Existem, então, os seguintes sub-tipos:

 

Carcinoma de célula escamosa: é o tipo mais comum de cancro do pulmão e está muitas vezes relacionado com o tabaco. Desenvolve-se a partir das células do revestimento dos alvéolos pulmonares e é, frequentemente, encontrado no centro do pulmão.

Adenocarcinoma: este tipo de cancro também se desenvolve nas células do revestimento dos alvéolos, apesar de se formar a partir de uma célula produtora de muco.

Carcinoma de célula grande: esta designação deve-se ao facto de a célula afectada apresentar uma grande dimensão quando observada ao microscópio. Este tipo de cancro tende a propagar-se rapidamente.

Cancro secundário: o cancro secundário é um cancro que provém de outros órgãos afectados (ex: mama ou intestino) que, pelo processo de metastização, levam ao aparecimento de cancro no pulmão.

 

Causas e factores de risco do cancro do pulmão

 

Tabaco: A exposição ao fumo do tabaco é o mais importante factor de risco do cancro do pulmão. Quanto mais prolongado o hábito de fumar maior o risco de ter este tipo de cancro. Parar de fumar, mesmo na meia-idade, reduz dramaticamente o risco de cancro do pulmão e de outras doenças.

Não há um limite saudável para fumar. Quanto mais cedo se para mais diminui o risco de cancro do pulmão. Várias centenas de pessoas morrer todos os anos por serem fumadores passivos.

Idade: O risco de desenvolver cancro do pulmão aumenta com a idade. ¾ das mortes por cancro do pulmão ocorrem em doentes com mais de 65 anos.

Gás radão: Os níveis elevados de gás radão, um gás radioactivo que se forma naturalmente, são responsáveis por uma pequena, apesar de significativa, percentagem de cancros do pulmão.

Ambiente de trabalho: A exposição a carcinogénios industriais no local de trabalho (ex: amianto, níquel e crómio) também aumenta o risco de cancro do pulmão, particularmente quando combinada com o tabaco.

Alimentação: Uma alimentação rica em fruta pode diminuir ligeiramente o risco de doença, mas o efeito protector da fruta é insignificante quando comparado com os malefícios do tabaco.

Factores socio-económicos: A  incidência de cancro do pulmão está fortemente ligada com os factores socio-económicos. A incidência nos grupos mais necessitados é duas a três vezes maior do que nos grupos menos necessitados.